sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Adoção por Homossexuais


Seria correto falar que a adoção por homossexuais envolve sentimentos, valores éticos, valores religiosos, políticos, sociais, etc.?
A adoção homoafetiva é um assunto que precisa ser analisado com  muito respeito e sem discriminação ao próximo. As diferenças não podem ser motivo relevante para decidir algo tão importante como a adoção.
Ao longo dos últimos anos, a sociedade vem sofrendo inúmeras e rápidas transformações que não podem ser ignoradas. Uma delas é justamente a adoções por casais homossexuais.
A adoção constitui um parentesco eletivo, pois decorre exclusivamente de um ato de vontade. A verdadeira paternidade funda-se no desejo de amar e ser amado.
A adoção por pessoas do mesmo sexo gera controvérsias. Para muitos essa questão não deveria nem ser discutida, afinal, como deve ficar o psicológico da criança quando perceber que ela não é como os outros amiguinhos? O que diria para eles? Imagine uma criança no começo de ano na escola: cada aluno se apresenta e mostra as fotos da família. Pode ser que a menina da primeira carteira seja filha de um engenheiro e uma arquiteta e o pai do menino de cabelos vermelhos chefie a cozinha de um restaurante. Como ficaria a criança na hora de contar aos coleguinhas que não mora com a mãe e tem dois pais ou duas mães gays?  Que confuso, não? Imagina quantas discriminações a criança iria passar.  
Outra preocupação é que os mesmos influenciariam a orientação sexual da criança e adolescente, existindo uma tendência dos menores optarem pela homossexualidade. Mas há aqueles que pensam de outra maneira. Acham normal. Embora exista um temor de futuras reações comportamentais e transtornos psicológicos para a criança. Mas tal temor não pode por si só ser motivo para ir contra algo tão grandioso e solidário como a adoção. O importante é que a criança tenha uma família substituta, um lar, não importa a sexualidade, é muito melhor para  uma criança que vive na rua, em  abandono ou sob maus tratos ter uma família a continuar vivendo em condições precárias.
O que deve contar na hora da adoção, é que a criança se sinta amada e acolhida, ao invés de não ter nenhuma expectativa de vida futura, até porque uma sociedade é constituída através de ações e cada um tem o direito de fazer suas escolhas.
Se em uma união entre duas pessoas, os parceiros, ainda que do mesmo sexo, tiverem um lar duradouro, onde cumpram com os deveres de fidelidade e assistência recíproca  e convivam num ambiente digno e tranquilo, não se pode negar uma real vantagem para o adotando.
O preconceito sem dúvida, na maioria das vezes não nos permite olhar as necessidades de quem não possui família, uma lar, ele nos toma de uma forma, que passamos a olhar somente o fato de que aquele casal que quer adotar a criança é homossexual e esquecemos  de olhar para o mais importante, que seria o fato da criança ter direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, a  cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los  a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
É preciso pensar no futuro do adotando, pensar no carinho que ele irá receber das pessoas que o desejam e lembrar que o amor, poderá fazer dessa criança um ser humano melhor.
A discriminação é algo que preocupa  muito quem é adepto dessa idéia. Pois é minuciosamente analisado o que essa criança sofreria, seja na escola, na rua, onde fosse. O fato de seus pais serem diferentes daquilo que a nossa sociedade considerada como normal  humilharia essa criança, poderia traumatizá-la deixando graves consequências para sua vida adulta.  Pois a  criança não tem o discernimento para entender porque só os pais dela são diferentes e com isso, a tendência seria ela se fechar, prejudicando não só seu desenvolvimento escolar quanto sua relação com o mundo.
Cabe a todos nós analisarmos os pontos positivos e negativos para depois nos  posicionarmos. Mas tal posição deve ser decidida sem preconceitos e julgamentos pré-elaborados. Antes de tudo devemos considerar algo muito mais valioso e que está em jogo, que é  a vida de uma criança.
Há uma busca frenética do ser feliz. O ser humano necessita de carinho e de amor para viver. Então que possamos desejar felicidade aos menos favorecidos,  àquelas pessoas que não podem ter filhos com seus parceiros e que mesmo assim, sentem vontade e tem condições financeiras para criar e educar uma criança.
A adoção é muito mais que um ato de amor, é doação, é dedicação.
Dúvidas, incertezas, questionamentos, sempre existirão, até porque o certo é aquilo que a gente acredita ser o correto, mas temos que sermos melhores cidadãos, se necessário passar por cima dos nossos próprios preconceitos, convicções, em prol de ajudarmos ao próximo, concordando ou não com as escolhas sexuais de cada um.






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