sábado, 23 de novembro de 2013

Homossexuais têm a mesma capacidade que os heterossexuais para adotar uma criança?





É notório que, a cada dia os homossexuais vêm lutando por seus direitos, tentam ser aceitos na sociedade, buscando defender sua opção sexual, suas capacidades como cidadãos.
O homossexualismo já é algo presente desde a antiguidade.
Na Grécia antiga, a homossexualidade não equivalia ao que modernamente designa-se por este vocábulo: na atualidade, ele indica a atração de homens por homens ou mulheres por mulheres.
Alguns filósofos, como por exemplo Sócrates, era adepto do amor homossexual.
A cópula homossexual considerava-se desprezível e somente se admitia entre um grego e um escravo, respectivamente nos papéis de ativo e passivo.
O advento do cristianismo  provocou a censura da homossexualidade, o fim da pederastia grega, e a instauração da homofobia que por séculos vem caracterizando as sociedades ocidentais.
A heterossexualidade é associada à idéia de normalidade, enquanto a homossexualidade, à idéia de perversidade, em conformidade com o ideal presente de preservação da família e de procriação.
O preconceito, as dúvidas em relação da capacidade de homossexuais, é algo que acontece desde antiguidade.
A concepção de família estabelecida principalmente pelo Direito por meio da Constituição Federal de 1988, apesar de ter reconhecido novas formas, ainda prevalece arraigada a concepção de família heterossexual, o que limita a união estável entre pessoas do mesmo sexo e a adoção homoparental de crianças e adolescentes, contribuindo para a manutenção do preconceito em relação à homossexualidade.
Cada um busca defender sua opção sexual, seus ideais.
O pensamento de muitos heterossexuais, é que os homossexuais são pessoas desajustadas ou sofrem de distúrbios e por isso não poderiam criar uma criança. Para muitos, os homossexuais tendem a abusar sexualmente das crianças; se a criança for criada por homossexuais, ela também será homossexual; a criança perderá a noção de diferença entre os sexos por ser criada por dois pais ou duas mães; é prejudicial para o desenvolvimento da criança o contato exclusivo com apenas um tipo de papel sexual: paterno ou materno; as crianças vão ter problemas em seu desenvolvimento; as crianças criadas por casais homossexuais irão sofrer mais por terem que lidar sempre com a questão do preconceito social... São muitos os questionamentos heterossexuais, porém os homossexuais, buscam ter os mesmo direitos heterossexuais e se defendem desses questionamentos, tentando provar que eles possuem a mesma capacidade que pessoas heterossexuais. Para os homossexuais, desde a década de 1970 a homossexualidade deixou de ser considerada doença ou distúrbio, passando a ser considerada um modo de ser. Além disso, outras pessoas que não são homossexuais podem apresentar distúrbios sem que eles tenham relação com a orientação sexual; não há nenhum indício de que pessoas com orientação sexual homossexual abusem mais de crianças que pessoas com orientação sexual heterossexual; não há relação direta entre a orientação sexual dos pais, seja esta homossexual, bissexual ou heterossexual, e a que os filhos terão na vida adulta; a criança poderá construir a noção de diferença entre os sexos por meio de suas relações sociais em geral; os modelos de feminino e masculino não se restringem apenas às figuras físicas de pai e de mãe; Como já foi dito, os exemplos de papéis sexuais extrapolam os modelos de pai e mãe; além disso, os papéis sexuais maternos ou paternos independem de sexo biológico e podem ser assumidos tanto por homens quanto por mulheres, na sociedade em geral; não há diferenças significativas no desenvolvimento físico e psicossocial entre filhos criados por pessoas gays e lésbicas e filhos criados por pessoas heterossexuais. Além disso, possíveis diferenças podem até ser identificadas, mas não são atribuídas às características da orientação sexual dos cuidadores e, sim, às condições diversas como: orgânicas, econômicas, educacionais, sociais, etc..; O sofrimento diante da discriminação social em relação a algum tipo de preconceito não se restringe à orientação sexual, mas a diversos outros fatores igualmente estigmatizantes, como raça, etnia, deficiências, pobreza, etc.
As dúvidas em relação ao que será melhor para as crianças sempre existirão, pois cada um defende o seu ponto de vista, é por isso que existe a democracia.

Quando olharmos para uma criança, devemos olhar para o futuro dela, esquecer os preconceitos e oferecermos o nosso melhor, independente da opção sexual de cada um.

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