quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Família: Uma única palavra, amor.


"O acolhimento não deve estar ligado a julgamento. Acolhe-se porque se ama, independente do mérito da pessoa." - Bernardino Leers e José Trasferett.
 

A família contemporânea se afastou do modelo próprio em séculos passados. Antes, os laços familiares eram formados apenas por critérios patrimoniais e biológicos. Hoje, o elemento unificador da família constitucionalizada é o afeto. As famílias se formam através dos vínculos do amor e afeição. Estes sim são verdadeiros elementos solidificadores da unidade familiar.
O conceito de família ampliou-se frente às diversas possibilidades de configurações e estruturas possíveis, sendo que essas mudanças na família estão relacionadas às mudanças no contexto social e ético em que estão inseridas.
A homoafetividade designa a atração de um indivíduo por outro de mesmo sexo, e sendo característico aos indivíduos, já foi considerada de diferentes formas pela sociedade. Os homoafetivos inicialmente encontram certas dificuldades para lidar com sua condição e desenvolvem estratégias de defesa, tais como não revelar a condição homoafetiva para a família, esquivar-se do assunto, residir distante da família, considerando-se a convivência familiar em um contexto social que está abrindo espaços para esta forma de relacionar-se, mas que ainda apresenta preconceito e desconhecimento sobre esse tema. Também evitar ou ter uma vivência velada de sua sexualidade, ter contato íntimo apenas em locais privados, buscar apoio e reconhecimento através da participação em grupos, ou ainda, buscar aceitação da família.
Muitas pessoas sentem-se incapazes de assumir para a família, amigos e para o resto da sociedade que é gay, por puro temor de ser expulso de casa e do convívio social, do qual é atribuído a nossa educação como crucial para a convivência/sobrevivência com outras pessoas.
Por causa desse breve balanço social, aberto a outras inserções, muitos gays não se arriscam a assumir publicamente a sua homossexualidade. O primeiro desafio está em casa. Lá é sem dúvida o pilar de sustentação que manterá o individuo até que ele possa andar com as próprias pernas. Como dizer então para pai e a mãe, pessoas das quais devemos amor e gratidão e que esperam tanto de nós, algo desse tipo? Esse é uma das perguntas que ecoam, atormentando muitos que já passaram por essa situação. Em seguida, vem o restante da sociedade. Como as pessoas vão receber a noticia da minha orientação sexual? E nesse instante um medo incontrolável toma conta de você, dominando sua mente e fazendo-o fraquejar na hora de tomar a decisão final.

Cada caso é único e cada pessoa sabe dos limites e dos pensamentos dos indivíduos que os cercam. Porém, na maioria das vezes, a posição mais acertada é assumir a sexualidade e aliviar esse peso que martiriza os ombros. De cara a família deve ser a primeira saber. Contar para aquele parente que se tem mais intimidade, seja irmão (a), primo (a), cunhado (a) e etc., ajuda, até chegar a uma instância maior: pai e mãe. Estes são os principais obstáculos a serem enfrentados, sobretudo quando não se há um bom diálogo para as questões de ordem sexual em casa. A mãe, que em geral é mais receptível a esses assuntos, deve ser a primeira a ser informada. Ela lhe ajudará a entender esse momento tão complexo da vida e lhe dará o apoio adequado. Já a figura paterna, geralmente enxerga com dificuldade esse assunto, mas, pouco a pouco vai cedendo. Vale lembrar que toda essa metodologia não é estanque e pode variar de família para família, de caso para caso.

Nada na nossa vida é de difícil resolução se não soubermos como dialogar. A homossexualidade é um exemplo disso. Ela pode e deve ser amplamente vivida por qualquer pessoa, desde que se tenha respeito e maturidade. E não importar o seu perfil: machão, afeminado, Drag Queen, travesti ou qualquer outra ramificação do tipo. O que realmente interessa é a sua plena convicção de felicidade.


SER FELIZ É SER LIVRE!
Depoimento de um pai sobre seu filho Homossexual
Programa "Encontro com Fatima Bernardes"

 




 

0 comentários:

Postar um comentário