sexta-feira, 22 de novembro de 2013

“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”

Já dizia a famosa escritora e feminista, Simone de Beauvoir, que nenhum de nós nasce homem ou mulher e sim do sexo masculino ou feminino, isso sim é definido desde a nossa formação, tornamo-nos homem ou mulher no decorrer de nossa vida, com nossas experiências e escolhas, a exatamente 64 anos, a famosa escritora já criava polemica e afirmava:  “As mudanças pelas quais luto, não se realizarão durante minha vida, talvez daqui a quatro gerações.” 
Ha tempos atrás ela já previa o que iria acontecer, realmente naquela época era um escândalo, hoje já temos uma sociedade menos reprimida, que luta por seus direitos e vontades, que não tem medo de assumir suas escolhas e enfrentar a discriminação, que ainda é muito comum vermos.  Aliás, sociedade essa que segundo Émile Durkheim, segue um padrão muito comum em comportamento, o Fato Social. Durkheim é considerado um dos pais da Sociologia, e numa época em que ninguém observava comportamentos, ele já julgava e classificava nossas atitudes, o criador do “Fato Social” não só acreditava que nós éramos um grupo bastante influenciado, mas que seguíamos um padrão imposto.

Émile separou o “Fato Social” em três pontos, o primeiro deles e o mais interessante  é a “Coercitividade”, que basicamente é: Você pode dizer não a qualquer coisa, mas você sempre enfrentará as consequências por isso, o que já explica basicamente o que vemos hoje na sociedade, não só com relação a união homoafetiva, mas com qualquer pessoa que saia do “padrão”, ou seja, as pessoas já começam a te olhar torto.
O segundo ponto é a “Generalidade” , que diz que você tem que fazer as coisas porque uma certa massa te induz a fazer. Você é livre para fazer o que quiser, mas chega um momento que alguns fatores te induzem a estudar química, por exemplo, só porque cai no vestibular, não importa se você vai ser um sociólogo ou um matemático, você tem que estudar química, é basicamente isso que acontece.

Já a terceira parte é a “Exterioridade ao Individuo” que basicamente diz que você é você mesmo, e não se confunde com outras pessoas, sua individualidade é única e independe do fato social, ou seja, o fato social esta ai, presente na sociedade, independente de quem você seja, de qual seja sua personalidade, você pode se adaptar ou não a isso, mas o “Fato Social” esta ai e isso não mudará.
Se observarmos bem, podemos ver que é isso que acontece o tempo todo e a homoafetividade está diretamente ligada a isso, uma vez que os gays sofrem discriminação por terem uma personalidade diferente, na visão errônea das pessoas, e por dizerem não ao padrão imposto eles pagam esse preço, é vergonhoso ver que as pessoas agem assim, induzidas por uma massa que te molda à medida que você cresce, e quando menos observa está agindo como eles.


Os homossexuais não são os únicos a sofrerem com isso, temos muitos grupos que sofrem a cada dia mais, mesmo estando em outra época, uma era de inovações de conhecimento, um momento em que deveríamos estar mais respeitosos com o outro, respeitando o que cada um faz, uma vez que suas opções não o fazem uma pessoa ruim, só por ser diferente, aliás, o Brasil é o país das diferenças, é onde tudo se mistura, e acho que temos que lutar sim, contra a falta de respeito ao próximo, contra a intolerância e ignorância dessa massa que não tem vontade própria, só segue algo que lhes é influenciado, sem ao menos adquirir o conhecimento de fato.



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